quinta-feira, 9 de abril de 2009

Distribuição gratuita de alegria


Ok, é fato: eu gostei um bocado de The Rebirth of Venus, disco novo do Ben Lee.

Só não posso deixar de pensar que caso ele (o disco) se transformasse em uma pessoa, seria um ser humano tão positivo, expansivo, efusivo, bobo alegre, crente (não no sentido religioso) e sem noção que, provavelmente, ia detestar essa minha atitude idon’tgiveafuck (é involuntário), meio pessimista e totalmente tímida.

Ou pior: ele, o disco-em-forma-de-gente, com toda a sua bondade-amo-todo-mundo, ia me adorar. E eu, com essa teoria de que “ninguém-normal-é-feliz-o-tempo-todo” ia o querer bem longe.

Ainda bem então que isso aqui é vida real e que discos não se transformam em seres humanos. Aí eu posso apertar play só quando estou precisando entrar naquele mood cantante-feliz. Claro que, assim que a necessidade passa, o stop está sempre lá. Pena que o tal botão não existe em algumas pessoas, né?

Conclusão? Assim como o Ripe (álbum lançado anteriormente pelo cantor) servia para despertar no ouvinte o seu lado romântico-incurável, esse The Rebirth of Venus serve para deixar o ser bobo-alegre-eu-acredito-na-vida-e-na-música-pop, que existe (ou devia existir!) dentro de todos nós, correr livremente por aí. Se você anda precisando de positivismo e de distribuição gratuita de alegria, esse é O disco.

As preferidas: What’s so bad (about feeling good)?, Surrender, I love pop music, Sing

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